Aproveito uma das frases dessa canção maravilhosa do Carlos Paião, Cinderela, para dizer que me sinto tudo menos uma Cinderela, linda, com um príncipe no seu castelo com muitos filhos, felizes para sempre blá blá blá...
Sim, gosto daquilo que faço. Mas gostava que envolvesse menos chatices: a pressão dos pais (nem sempre má, diga-se de passagem), conflitos com pais, com colegas, falta de dinheiro, pouco tempo, assistir às tristezas dos miúdos e não poder fazer nada ou imaginar que para a frente será pior, os miúdos não aprenderem...
Depois chegamos a casa já a pensar em coisas como as limpezas e arrumações (ou falta delas), e as birras, o que vou fazer para o jantar e apetece-me ir para a cama mas ainda tenho de fazer as fichas...
O miúdo dorme já no banco de trás, exausto do dia de escola, saio do carro, carrego mochila do miúdo, casaco do miúdo, o meu casaco, a minha mala do computador, a minha mala com coisas pessoas e aí ouço-o...
- N. ! N. ! N. !! pip pip pip
Pois é. É que na minha rua há um papagaio que está sempre na varanda da sua dona e quando me sente a sair do carro... imita-me!!!
E pergunto eu: quais são são as hipóteses de terem um papagaio na rua onde vivem que chama o vosso filho (como vocês!) e, a seguir, imita o som do fecho do vosso carro???
Pois... são poucas as hipóteses...sou mesmo uma sortuda...
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