Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011

O país em que vivemos

Muitas vezes eu eo  S. discutimos porque ele fala mal dos portugueses. Acho que devemos contribuir positivamente para o nosso país, acreditar nele mas, às vezes, é difícil e acabo por lhe dar razão.
Passado mais um fim-de-semana na provincia venho confusa. Este povo chorão, queixoso que se apoia cada vez mais nos subsídios deixa as estradas cheias de fruta. Pessegueiros, macieiras, marmeleiros, amoras, figueiras e até as primeiras uvas caem, sem que ninguém as mime, as cure, as regue, as apanhe. Mesmo sem cuidados a fruta aparece e... cai, sem que niguém a apanhe. Não a comem, não fazem conservas, nem compota ou doce e, depois, vão comprá-la (se é que aquilo se chama fruta) ao supermercado e queixam-se da qualidade e do preço. As terras estão abandonadas e não há quem apareça para cuidar delas ou, que seja, para parar o carro e apanhar a fruta, já madura.
Encontrámos uma vizinha "Oh menina, apanhe os figos que quiser! O dono não vem cá, a figueira já entra  no nosso terreno e para a estrada! Os figos caem, ninguém os aproveita e depois lá vêm as abelhas e os mosquitos de volta deles!"
Assim, foi. No dia a seguir lá fui eu. Piquei-me a apanhar amoras e procurei os melhores figos daquela figueira que são, de facto, maravilhosos!
Depois fui embora. Ao longo da estrada lá estavam as árvores, sozinhas, antigas, a sua fruta a cair e ninguém a apanhar...
 É este o povo, ou uma grande parte dele.